"Nossas finanças devem ser gerenciadas com toda a atenção, pois sempre precisaremos do dinheiro para sobreviver. E uma das regras básicas das finanças pessoais determina que tenhamos uma reserva de emergência para despesas imprevistas.

A reserva é um montante que deve ser utilizado em  casos extremos, como o desemprego prolongado ou uma doença excepcional na família, por exemplo."

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Também conhecido como “colchão de segurança”

Por que alguns chamam essa reserva para emergências de colchão, colchão financeiro, ou colchão de segurança?

Alguns dizem que a terminologia colchão vem do fato de muitas pessoas, principalmente antes dos bancos tornarem-se tão acessíveis, guardarem suas reservas debaixo de um colchão.

Outros, dizem que essa denominação se dá porque, caso a pessoa “tropece” nas suas finanças, não cairá no chão, mas terá sua queda amortecida justamente por esse “colchão” que mantém.

Quem precisa de reserva de emergência?

Muitos dizem que apenas os assalariados do setor privado precisam, argumentando que, algumas pessoas não têm essa necessidade de manter uma reserva de emergência. Ou, pelo menos, não precisam contar com uma reserva imediata, em virtude de terem uma renda garantida. Alguns exemplos são os funcionários públicos, que possuem emprego estável, e as pessoas que têm fontes diversificadas de renda.

Porém a verdade é que,  todos devemos manter uma reserva financeira, por mais que tenhamos rendimentos periódicos garantidos. É o “colchão” que amortecerá eventuais quedas que tenhamos e que solucionará problemas emergenciais.

Tomemos como exemplo os profissionais liberais e os empresários, eles podem enfrentar períodos de queda dos seus rendimentos, mas dificilmente chegam a situações onde experimentam o corte integral destes (como pode ocorrer com os assalariados a qualquer momento). Dificilmente ficarão sem rendimentos de forma completa, porém não têm como garantir que jamais terão altas despesas emergenciais, exemplo um problema de saúde, ou algo inesperado, até  porque isso foge do seu controle.

Justamente por isso, todos nós, sem exceções, devemos manter uma reserva de emergência.

A reserva pode ser substituída por um seguro de vida?

Apesar da necessidade de uma reserva para eventuais emergências, ela não precisa ser composta apenas por ativos financeiros (investimentos). Uma das maneiras de nos proteger contra situações emergenciais é por meio de um seguro em vida, que nos socorrerá em casos não esperados, como doenças, acidentes ou outros que possam surgir.

Mas ter um seguro apenas aumentará nossa segurança, não nos eximirá da necessidade de manter uma reserva, ainda que reduzida.

Assim, um seguro em vida deve ser uma proteção complementar à reserva de emergência, e não substitutiva.

Qual deve ser o valor da reserva financeira?

A reserva é mensurada com base nas suas despesas mensais. Assim, a primeira pergunta a ser feita é: quanto você precisa a cada mês para se manter?

O ideal é que o valor da sua reserva de emergência seja de 6 a 12 vezes o valor das suas despesas mensais

Se quer ter uma garantia maior e mais segura, mantenha uma reserva de 12 meses. Se acredita não precisar de algo tão seguro, considere reduzi-lo.

Outras variáveis também devem ser consideradas nessa medição. Se tiver seguros te auxiliando nessa proteção, ou um emprego mais estável, por exemplo, a sua reserva pode ser menor: de 6 meses. Se tiver um emprego menos estável, ou um histórico de enfermidades na família, considere aumentá-lo.

Só você, com base no seu perfil e nas suas particularidades, poderá mensurar o valor do seu colchão da melhor forma.

Onde manter a sua reserva de emergência?

Apesar de muitas pessoas terem mantido a reserva de emergência por muito tempo “debaixo do colchão”, os tempos mudaram. Hoje, existem diversas opções bem melhores.

O mais indicado é que se mantenha a reserva em alguma aplicação de renda fixa com alta liquidez.

Isso não apenas manterá sua reserva segura, protegida da inflação, e rendendo, como também garantirá a possibilidade de resgatá-la quando necessário.

Ora, se o intuito é justamente nos proteger em situações emergenciais (que não sabemos quando acontecerão), não faz sentido mantê-lo em investimentos de baixa liquidez, em que teremos dificuldades para resgatá-lo quando necessário, não é mesmo?

Para manter sua reserva de emergência procure títulos que rendam, no mínimo, 100% do CDI.

Não é comum encontrar títulos privados como CDB e LC com liquidez diária que pague a totalidade

do CDI. Mas também não é inteligente manter seu dinheiro em investimentos que pagam rendimentos abaixo desse valor.

Isso porque o Tesouro Selic, negociado no Tesouro Direto, paga 100% da Taxa Selic e possibilita o resgate diário. Por isso, é considerado um dos melhores lugares para se manter a reserva.

Quando utilizar?

É muito importante frisarmos que é uma reserva emergencial, portanto, só deve ser utilizada em situações de emergência. 

É preciso ter em mente que nos casos de consertos em veículos, reformas na residência ou até mesmo compra de móveis e eletrodomésticos, entre outros, precisa-se ter um controle orçamentário e preparar-se para essas situações não emergenciais, pois elas podem ser planejadas.

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