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“O homem mais rico da babilônia”

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Seis ensinamentos do livro ” O homem mais rico da babilônia”

O Homem Mais Rico da Babilônia é um dos raros livros que sobreviveram ao tempo, aqueles que, apesar da evolução da sociedade moderna, continuam figurando como referências em suas áreas. Sempre que nos referimos a leituras clássicas. Publicado na década de 1920 por George S. Clason, com mais de 2 milhões de cópias vendidas, esse livro permanece como um clássico da literatura de investimentos e finanças.

Apesar de localizada em uma região escassa de recursos naturais, a Babilônia ficou conhecida por ser a cidade mais próspera do mundo antigo porque seus cidadãos eram o povo mais rico da época. O livro apresenta, por meio de parábolas, ensinamentos poderosos sobre princípios básicos de finanças que sobrevivem há mais de 4.000 mil anos.

Agora compartilho com vocês algumas das lições mais importantes que capturei na leitura desse clássico:

1.Uma parte dos seus ganhos pertence exclusivamente a você

Parece até meio contra intuitivo. Como assim, uma parte dos meus ganhos pertence a mim? Todo meu ganho pertence a mim!

A ideia aqui é de que recebemos o nosso dinheiro e pagamos aluguel, internet, plano de celular, vamos ao restaurante, fazemos compras, etc. Ou seja, pagamos o dono do imóvel, pagamos as operadoras de internet e celular, pagamos o dono do restaurante e pagamos os donos dos estabelecimentos onde compramos. Afinal de contas, quando pagamos a nós mesmos?

A lição desse questionamento é que devemos reservar uma parte dos nossos ganhos para nós. A sugestão é de que se guarde ao menos 10% da renda, podendo aumentar esse percentual de acordo com a sua capacidade de poupança. Dessa forma, o seu dinheiro começa a crescer. 

  “Você paga todo mundo, menos a si mesmo. Idiota, está trabalhando para os outros.”

2.Controle seus gastos

Sim, há quatro mil anos atrás já se falava em fazer um orçamento doméstico para não se perder o controle financeiro pessoal.

Nesse ponto, o livro é enfático em dizer que é essencial que se faça um controle financeiro. O orçamento é feito elencando todos os gastos, eliminando os desnecessários, de modo a satisfazer suas necessidades, prazeres e desejos sem despender mais do que 90% da renda, pois lembre-se, os 10% restantes pertencem a você.

E cuidado! As despesas devem ser muito bem avaliadas. Uma dica é sempre avaliar qual o grau de benefício ou bem estar que um gasto te proporciona em relação ao preço despendido com ele. Entendendo que sempre teremos mais desejos do que renda, a tarefa é priorizar gastos que mais te agregam valor, mas é claro, sempre dentro dos limites do orçamento.

“O que chamamos de ‘despesas necessárias’ sempre crescerá para se tornar igual aos nossos rendimentos, a menos que façamos alguma coisa para reverter essa tendência.”

3.Multiplique o dinheiro guardado

Coloque cada centavo guardado para trabalhar a seu favor. O segredo aqui é descobrir o poder dos juros compostos. Quanto mais longo for o prazo da aplicação, maiores serão os poderes dos juros.

Veja no exemplo abaixo a simulação de um aporte mensal de R$500,00, aplicado a uma taxa de 0,5% ao mês durante trinta e cinco anos. Perceba que o valor acumulado em juros nesse período é mais do que o dobro do valor aportado.

“Pôr cada moeda para trabalhar de modo que possa reproduzir-se como algodão nos campos e trazer-lhes lucro, um rio de riqueza fluindo constantemente para dentro de suas bolsas.”

4.Proteja seu tesouro contra perda

De que adianta fazer as suas reservas se elas estão expostas ao risco da ruína?

Entendendo que o risco da ruína é o risco da perda total do patrimônio, essa lição enfatiza a importância de investir o dinheiro onde o montante principal esteja salvo e com ajuda especializada, sem se deixar enganar pelo romântico desejo de fazer fortuna rapidamente.

A principal lição é procurar consultoria qualificada na hora de investir para evitar a perda do seu patrimônio em fraudes e pirâmides, além de garantir que o seu dinheiro será aplicado em produtos aderentes ao seu perfil de investidor e com rentabilidades que justifiquem os riscos assumidos.

“Sigam a opinião daqueles que lidam habitualmente com dinheiro. Deixem que o tirocínio deles proteja seus tesouros contra os investimentos de alto risco.”

5.Assegure uma renda para o futuro

Na velhice a nossa capacidade de produção tende a ser muito menor ou nula. Portanto, cabe a cada um de nós providenciar uma renda condizente para o futuro.

Estudos indicam que apenas 1% dos aposentados brasileiros conseguem arcar com a totalidade dos seus próprios custos. A lição que fica é a importância de pensarmos na nossa independência financeira, isso é, acumular um patrimônio suficiente para arcar com o nosso padrão de vida no futuro, sem depender economicamente de algum parente ou instituição governamental.

“Seja previdente quanto às necessidades de sua velhice e quanto a proteção de sua família.”

6.Aumente a sua capacidade para ganhar

Há basicamente duas formas de melhorar a sua renda: gastando menos ou ganhando mais. Nesse ponto, o livro sugere principalmente o aperfeiçoamento na sua área de trabalho, por meio de conhecimento e inovação. Aquele que está mais capacitado e preparado tem maiores chances de progredir profissionalmente e, consequentemente, auferir mais ganhos.

Estendo também essa lição para ficarmos atentos a oportunidades de trabalho para ganho de renda extra, transformar o seu hobbie em uma fonte de renda ou estarmos abertos para conhecer novas pessoas (networking).

Sobre estar preparado, tem um ditado que eu gosto muito: “A oportunidade é cabeluda na frente e careca atrás.” Ou seja, a oportunidade vem de frente para você. Se você não está preparado para pegá-la, depois que ela passa você não consegue mais pegar.

Quanto mais conhecimentos adquiridos, mais poderemos ganhar. O homem que busca aprender sempre mais sobre sua profissão será ricamente recompensado.”

É impressionante como quase que a totalidade dos ensinamentos trazidos pelo livro ainda permanecem modernos!

Enfim, esses foram os seis principais ensinamentos que eu aprendi do homem mais rico da Babilônia. Espero que esse artigo tenha despertado ideias que possam ser aplicadas na sua realidade e fica aqui a minha sugestão para leitura completa desse livro, que em poucas páginas e de forma simples e fluída, traz reflexões valiosas sobre finanças pessoais.

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