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A psicologia do dinheiro

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E aí vai uma indicação de leitura da UPlanner!

O livro “A psicologia do dinheiro” foi escrito por Dan Ariely que é professor de psicologia e economia numa universidade nos EUA, e por Jeff Kreisler que é um palestrante com especializações em finanças, política e várias áreas relacionadas a comportamento humano.

Como o próprio livro descreve, estamos sempre pensando em coisas relacionadas ao dinheiro como por exemplo: quanto temos, como manter o que temos, como podemos conseguir mais, quais contas temos para pagar e se conseguiremos a nossa liberdade financeira. Lógico que pensamos em muitas outras coisas também, que não foram listadas aqui.

Precisamos entender como o dinheiro afeta nossa vida cotidiana, e o impacto no nosso orçamento familiar. A grande questão abordada no início do livro é de que somos piores em resolver qualquer questão relacionada ao dinheiro, quando estamos passando por qualquer tipo de dificuldade ou adversidade financeira.

Como podemos racionalizar a forma como lidamos com nosso dinheiro?

A resposta é simples: EDUCAÇÃO FINANCEIRA!

O problema quando falamos de educação financeira, é que precisamos manter a constância, pois tendemos a esquecer rapidamente o que aprendemos, e muito provavelmente o resultado no médio e longo prazo poderá ser nulo.

Por isso é importante realizar o controle do seu dinheiro de maneira correta, realizar a categorização e ter o acompanhamento de um planejador financeiro.

Outro fator importante, é entender como funcionam nossos pensamentos sobre o dinheiro. Pois ele influencia a maneira como valorizamos o que é, ou não importante durante a nossa vida, como por exemplo: como passamos o nosso tempo, como gerenciamos nossa carreira e profissão, como desenvolvemos relacionamentos, se ficamos felizes ou tristes e por aí vai. A maioria das pessoas não consegue entender o efeito emocional do dinheiro sobre elas.

E como funciona essa relação com o dinheiro?

Antes de mais nada é preciso entender que o dinheiro é uma ferramenta de troca, que podemos fazer quase tudo com ele, mas…

Mas isso NÃO significa que podemos FAZER TUDO!

E é aí que entra o custo de oportunidade, um conceito muito conhecido em microeconomia, que nos diz que, quando gastamos dinheiro num item, não poderemos gastar esse mesmo montante em outro item.

De maneira bem simples, se você tem duas opções de produtos, você deverá escolher um e renunciar o outro. Para saber o que estamos dispostos a abrir mão, é preciso fazer as seguintes perguntas:

  • O que isto vale para mim?
  • Do que estou disposto a abrir mão para adquirir isto?
  • Qual o custo de oportunidade aqui?

Uma citação bem interessante do livro é de que:

“Essa tendência a negligenciar os custos de oportunidades mostra uma falha básica de como pensamos. Acontece que o que é maravilhoso sobre o dinheiro, é que o fato de que podemos troca-lo por tantas coisas diferentes agora e no futuro, também é o maior motivo do nosso comportamento ser tão problemático em relação a ele.”

Isso significa, que é preciso ponderar de que não poderemos ter tudo, e que devemos fazer escolhas racionais, para o que de fato precisamos.

Por que não buscar atalhos mentais?

 Quando optamos por não pensar em questões financeiras, normalmente buscamos atalhos mentais, que nos ajudem a lidar com isso, mas que não nos ajudam de fato. Principalmente por estarmos envolvidos emocionalmente, e não estarmos pensando de maneira racional.

Ou seja, fugimos de toda dor relacionada ao pagamento dos nosso gastos, e é por isso que buscamos ferramentas de crédito que nos deem a sensação de que não estamos gastando. Para que não sintamos a “dor do pagamento”, ou a culpa de ter gastado mais do que deveria.

Cartões de crédito são os campeões, quando se trata de avaliarmos as compras de modo diferente, como citado no livro:

“Eles nos seduzem a pensar nos aspectos positivos de uma compra, em contraste com o dinheiro, que nos leva a considerar as desvantagens da compra e a desvantagem de nos separarmos dele. Com o cartão na mão, pensamos em quão gostoso será um alimento ou quão bonito um objeto ficara sobre a nossa lareira.”

Como não sentimos o dinheiro saindo de fato da nossa conta, a atenção que damos para o pagamento desse gasto é reduzida. Isso significa que deixamos de sofrer, por pagar por aquilo.

Quanto você está disposto a pagar?

Muitas vezes não levamos em consideração o valor real das coisas, mas sim o valor que elas representam para nós.

Outra citação do livro bem interessante é que:

“Gerimos mal nosso dinheiro quando não usamos nenhuma categoria, mas mesmo quando as usamos manipulamos a classificação das nossas despesas. Modificamos as regras e criamos histórias que combinam com os nosso caprichos.”

Esse trecho nos mostra que, mesmo que não precisemos gastar com determinadas coisas, acabamos achando uma justifica para este gasto. Fazemos com que se torne um gasto “essencial” quando na verdade ele é supérfluo. Ou seja, você atribui um alto valor a esse bem de consumo.

E é aí que mora o PERIGO!

Se não racionalizarmos esse tipo de pensamento, nos deixaremos ser levados todas as vezes, e a consequência financeira será bem ruim.

Quais são os erros que cometemos em relação ao dinheiro, segundo o livro:

Contabilidade mental

Devemos cuidar com a contabilidade mental, pois é nela que estão todas as nossas emoções envolvidas, e podemos agir de maneira a não calcular os impactos negativos. Ela pode ser uma grande aliada, principalmente se acompanhada de controle financeiro e acompanhamento de um planejador financeiro.

O preço do que é grátis

Devemos tomar cuidado com as coisas que são oferecidas de maneira gratuita, pois psicologicamente somos induzidos de maneira indireta a gastar mais do que deveríamos, ou com aquilo que não precisamos, só pelo bem estar de ter algo “Grátis”.

A dor do pagamento

O quão doloroso se torna o pagamento de tudo aquilo que compramos, e o impacto disso, na hora de aproveitarmos

Relatividade

É um calculo mental básico, na comparação de um objeto em relação ao outro, no momento que você vai comprar. Ou seja, se tem algo que sempre quis ter, e o mesmo está em promoção, você sente que esse é o momento de compra-lo. Pois acaba comparando o preço atual, com o antigo, isso faz atribuirmos alto valor aquele bem, e acabarmos gastando.

Expectativas

As expectativas distorcem nossos julgamentos de valor. Como por exemplo, na maioria das vezes podemos comprar algo mais em conta. Mas na nossa cabeça, se pagarmos pelo mais caro, aí sim teremos os nossos desejos realizados.

Autocontrole

E aqui que precisamos cuidar das nossas emoções e impulsos, para não sermos influenciados pelos outros, o nos auto sabotarmos. A luta da força de vontade contra a tentação.

É sempre importante entendermos como estamos lidando com o dinheiro, e como ele molda nossos pensamentos e afeta nossa vida, por isso não deixe de ler esse livro.

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