INSS – a pedra no sapato do brasileiro

A Previdência Social no Brasil possui mais de 100 anos de história. Sendo a primeira legislação de 1888, quando foi regulamentado o direito à aposentadoria para empregados dos Correios.

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A Lei Eloy Chaves (Decreto n° 4.682) de 1923, criou a Caixa de Aposentadoria e Pensões para empregados de empresas ferroviárias.

O INSS foi criado com base no Decreto nº 99.350 de 27 de junho de 1990 mediante a fusão do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS), com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). 

Conhecido também como “Pacto de gerações”

Ao contrário do que muita gente pensa, os depósitos compulsórios descontados diretamente do salário de cada trabalhador registrado nas regras da CLT, não funcionam como uma poupança ou um fundo de investimento que você vai acumulando e ao final sua renda está garantida. O INSS é baseado no Pacto de Gerações que significa: Hoje eu pago para quem já se aposentou e devo ter fé que, quando chegar a minha hora, existirão trabalhadores pagando minha subsistência.  

Qual o risco da previdência social?

Aqui temos um problema gravíssimo, o envelhecimento da população está aumentando o número de idosos, e diminuindo o número de contribuintes para o INSS, o que coloca em cheque o sistema. Já é sabido que existe um déficit bilionário anual e que, mesmo juntando todos os orçamentos de: Saúde, Educação e Infraestrutura não cobriria o rombo, e isso está aumentando cada dia mais. Por lei, temos garantido pelo menos um salário mínimo e teto de R$ 6.433,57 nos dias de hoje, porém, mesmo pagando para receber o teto por toda sua vida, caso no ano de sua aposentadoria o caixa esteja em desarranjo (como vive sempre) você corre o risco de receber menos e pior, ir baixando conforme sua idade aumenta junto com o déficit de nossos “gestores de patrimônio”.

Posso fugir disso?

Quem é registrado pelo regime CLT não tem alternativa, sua contribuição é obrigatória, o que pode fazer é complementar com uma Previdência Privada ou qualquer outro investimento onde seu perfil se encaixe. Autônomos e empresários têm mais liberdade, podendo escolher o que fazer com seu dinheiro, porém, a responsabilidade sobre o futuro está nas mãos deles, devendo fazer seguros particulares. 

Tripé do INSS

Seguridade Social é composta pelo tripé: Saúde como direito de todos, Previdência de caráter contributivo, e Assistência Social para os que dela necessitar.

A única maneira de manter seu direito garantido, é mudar o sistema, de forma que cada contribuinte tenha sua própria conta de INSS, que funcionaria como qualquer fundo individual de recursos, isso faria que sua contribuição ficasse “fermentando” até sua retirada. 

Inevitavelmente teremos várias reformas e se nenhuma delas for nesse sentido, lamento, mas a falência do sistema é certa

Ainda posso confiar no INSS? 

Pelo risco de falência do modelo, e por ter investimentos muito melhores, mais rentáveis e multimercados possíveis. Essa conta deverá ecoar em sua consciência: 

Uma pessoa que recebe R$10.000,00 por mês, sua contribuição será sempre pelo teto, R$ 6.433,57 X 14% – R$ 148,71 (parcela a deduzir) = R$ 751,99, o que lhe garante no máximo esse valor ao passar do tempo de contribuição. Agora lhe pergunto, se você se aposenta com R$10 mil de salário e, do nada, sua renda cai para R$6.433,57, qual sua opção: Baixar o padrão de vida ou continuar trabalhando para o resto da vida?!

Se você separasse o valor de R$ 751,99 da sua contribuição do INSS e colocasse mensalmente num fundo de Renda pré-fixada em 12% a.a no final de 30 anos somaria o valor de R$ 2.295.083,51, deixando no mesmo fundo e sacando todo mês apenas o rendimento, receberia R$ 21.803,29 de aposentadoria. Afinal, o que está esperando

Albert Einstein o grande gênio da física certa vez disse que:

“Juros compostos são a maior força do universo.”

Hoje o modelo do INSS é ultrapassado, ineficiente, insuficiente e certamente não deve ser alimentado, pois haverá várias mudanças no meio do caminho, sendo essas parecidas com as que vimos ultimamente, o final será trágico. 

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