Fundo Garantidor de Crédito

O verdadeiro guardião dos seus investimentos chama-se Fundo Garantidor de Crédito, ou mais conhecido como FGC. Conhecer essa instituição, seu funcionamento e alguns detalhes importantes sobre suas regras pode ser a chave que estava faltando para você mudar completamente o resultado dos seus investimentos.

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Você sabia que a segurança da caderneta de poupança de um grande banco e um CDB de um banco pequeno comprado em uma corretora de investimentos são praticamente os mesmos?

Talvez você ainda esteja estranhando essa informação, uma vez que sempre te disseram que a poupança é garantida pelo governo. Bom, aí está o primeiro engano sobre esse assunto, a mesma instituição que protege seu dinheiro na poupança é a que protege ele de investimentos como CDBs, Letras de Câmbio, LCIs e LCAs, entre outras aplicações possíveis em bancos. E não é o governo quem dá essa garantia protegendo seu dinheiro.

O verdadeiro guardião dos seus investimentos chama-se Fundo Garantidor de Crédito, ou para os mais íntimos, apenas FGC. Conhecer essa instituição, seu funcionamento e alguns detalhes importantes sobre suas regras pode ser a chave que estava faltando para você mudar completamente o resultado dos seus investimentos.

Por isso é praticamente uma “obrigação” que você conheça mais sobre esse assunto, se quiser buscar um retorno acima da média. Se você quer ganhar mais com seus investimentos sem arriscar seu dinheiro, suponho que esse assunto já tenha chamado sua atenção.

Então o que é o FGC – Fundo Garantidor de Crédito

Conforme já adiantei acima, o FGC não é um órgão ou instituição pública, pelo contrário, ele é uma entidade privada constituída como uma associação sem fins lucrativos. Seus associados são justamente todas as instituições financeiras de crédito como bancos, a Caixa Econômica Federal e demais formatos de sociedades de crédito.

Inclusive, ser associado ao FGC é condição obrigatória para funcionamento de qualquer instituição financeira no Brasil. Por isso, até abril de 2017 o Brasil já contava com 189 diferentes instituições associadas ao FGC. Desde a elaboração da nova Constituição Federal de 1988, a criação de um fundo ou seguro para garantir aplicações e depósitos já estava prevista. Mas foi só em 1995, logo após o Plano Real, que o Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu que as instituições financeiras se reunissem para criar esse fundo.

A sua função principal é proteger os investidores e famílias que tivessem depósitos ou aplicações em bancos do prejuízo de eventuais instituições financeiras que ficassem insolventes e viessem a falir.

Pontos positivos da criação do FGC

  • Com maior segurança, as famílias se sentem mais confiantes para depositar seu dinheiro nos bancos. Com mais dinheiro à disposição, os bancos ficam líquidos e conseguem emprestar mais;
  • Ao proteger os investidores de eventuais quebras de bancos, o FGC interrompe parte importante de um ciclo vicioso de quebradeiras que acontecem na sequência por conta das famílias e empresas que perderiam todas as suas economias. Isso dá uma estabilidade e solidez importantíssima ao sistema financeiro e a economia do país.

Como o Brasil passou por esse contexto relativamente crítico de mudanças e instabilidade, essas questões foram fundamentais para que o sistema financeiro nacional não entrasse em colapso. Atualmente, com o fundo consolidado e o sistema financeiro consideravelmente mais estável em relação àquela época (mesmo na crise atual), o FGC passou a ter mais uma função de dar suporte aos bancos e oferecer liquidez aos que estivessem em dificuldades. Dessa forma, desde 2008 ele também passou a oferecer uma prevenção para que os bancos não quebrassem, funcionando como uma “vacina” e não apenas um remédio depois que os problemas já tivessem acontecido. Outra mudança importante foi que no começo, o quadro de executivos que controlava o FGC era composto justamente pelos seus associados, onde os próprios banqueiros controlavam o fundo, gerando um conflito de interesses no mínimo indesejado. Devido a isso, desde 2013 o quadro de executivos que administra o FGC passou a ser formado apenas por profissionais independentes, dando maior autonomia para o fundo.

De onde vem o dinheiro do Fundo?

Para que o FGC possa oferecer essas garantias, ele conta com contribuições mensais regulares de todas as suas instituições associadas, que depositam no fundo valores correspondentes ao volume de depósitos e aplicações que elas tiverem. No começo o FGC exigia contribuições de 0,3% a.a. do volume de depósitos de cada associada, sendo que desde 2006 o valor passou a ser de apenas 0,15% a.a. Assim que o fundo atingir um volume equivalente a 2% de todo o volume de depósitos, então as contribuições deixam de ser obrigatórias, como é a situação atual do FGC. E apesar de parecer mais uma de nossas peculiaridades brasileiras, associações como o FGC estão presentes na maioria dos países do mundo, tanto em economias grandes e desenvolvidas, como nas em desenvolvimento. A “Associação Internacional de Seguradoras de Depósitos” (IADI, em inglês), ao qual o FGC inclusive é membro, conta atualmente com 83 membros em 77 jurisdições diferentes. E contam com a participação de grandes países como Alemanha, França, Japão, Holanda, Suíça, Reino Unido e até o FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) que é o fundo garantidor dos Estados Unidos.

Espero que depois dessa pilha de números e informações, tenha sido possível entender o papel e a importância do FGC para o Brasil e seus investimentos, vamos agora para a parte mais “prática” da história.

Veja a seguir o que é garantido pelo FGC e descubra se você está protegido por ele.

Aplicações protegidas pelo FGC

Como vimos acima, o FGC tem como papel proteger os depósitos e aplicações que são feitas nos bancos e demais instituições financeiras do Brasil. No entanto, existe uma lista específica de aplicações para seu dinheiro estar realmente protegido pelo FGC são elas:

  • Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques, destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
  • Letras de câmbio; LC
  • Letras imobiliárias;
  • Letras hipotecárias;
  • Letras de crédito imobiliário; LCI
  • Letras de crédito do agronegócio; LCA
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 08.03.2012 por empresa ligada.

Perceba que a poupança é apenas um único item dentre vários que possuem cobertura do FGC, isso significa que é possível investir em outros ativos que rendem muito mais como CDB e LC, LCI e LCA, possuem exatamente a mesma proteção que a boa e velha caderneta de poupança. Como nem sempre tudo foi fácil, logo no início enquanto o fundo ainda era embrionário e possuía poucos depósitos, o FGC ainda protegia o investidor em apenas R$ 20 mil (equivalente a cerca de R$ 80 mil nos valores de hoje). Com o tempo os valores foram precisando ser reajustados pela inflação e o próprio crescimento do fundo permitiu que ele oferecesse garantias cada vez maiores. Por conta disso, hoje o FGC já consegue proteger o investidor em até R$ 250 mil para cada instituição financeira que ele colocar o dinheiro dele. Ou seja, o investidor pode ter R$ 1 milhão e depositar em 4 instituições diferentes (R$ 250 mil em cada uma) que terá proteção para todo o seu patrimônio financeiro.

Para você que tem medo de arriscar seu dinheiro, busque investimentos de renda fixa que tenham essa cobertura pelo Fundo Garantidor de Crédito, cuidando assim das suas finanças pessoais e fazendo seu planejamento financeiro, para que a caminhada e a conquista dos seus objetivos seja tranquila.

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